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Esquematizando: Entenda a crise na Grécia


* De 2007 à 2015

O número de Phidias



            A razão de Phi, também chamada de número de ouro ou proporção áurea, é uma constante algébrica irracional conhecida por proporcionar harmonia visual aonde é empregada. Sendo diretamente relacionada à sequência de Fibonacci e com valor numérico aproximado de 1,618, essa proporção é um elemento bastante utilizado na elaboração de logomarcas, de forma que a imagem da marca seja transmitida com equilíbrio por sua estética.


Resultado de imagem para partenon proporção aurea         A proporção áurea foi utilizado na construção do popular templo de Atenas, o Parthenon, concebido em 447 a.C., na Grécia. Inclusive, esse número foi nomeado como “Phi” por conta do escultor ateniense Phideas, um dos responsáveis por levantar o templo. O número de outro foi utilizado nessa construção na proporção de sua fachada e no espaçamento entre as suas colunas.


O resultado é uma ilusão de ótica que faz com que as colunas aparentem estar retas, enquanto são ligeiramente inclinadas, sendo este um marco arquitetônico.


         Dentre as várias outras utilizações dessa constante real, podemos destacar: a proporção das medidas do tronco e da cabeça da protagonista de um dos quadros mais populares do mundo, A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci; as dimensões da obra O Sacramento da Última Ceia, de Salvador Dali; o ritmo prosódico, fenômeno descrito por Matila Ghyka como a elaboração de textos cuja leitura segue um compasso harmônico entre as estrofes, seguindo o tempo da proporção áurea, e que é identificado em escritos de Victor Hugo, Shakespeare entre outros.



Grécia: Antiga e bela


     O que é o belo? Qual a definição de beleza? E por que ela importa? Esses questionamentos são, e sempre foram, objetos de estudo da filosofia, na tentativa de entender seus desdobramentos, e da arte, por se tratar de um conceito cultural. Uma das grandes influenciadoras e responsáveis por parte dos parâmetros atuais foi a visão grega do belo.

         Este seria o bem, a verdade e a perfeição. Uma forma encontrada de se aproximar dessas virtudes era se parecer com os Deuses, seres imortais dotados de poder no mundo material e que assumiam forma humana. Baseados no antropocentrismo, o homem se torna a medida de todas as coisas. A beleza física também era relacionada a inteligência, uma vez que, para ser considerado um cidadão completo, os gregos deveriam ser belos e ter noções de política e arte.

       O renascimento e o neoclassicismo se voltaram a reconstruir as formas clássicas greco-romanas, buscando o equilíbrio e a exatidão nos contornos. O Homem Vitruviano, de Leonardo da Vinci, surpreende pela simetria; Botticelli, no Nascimento de Vênus, resgatou padrões da antiguidade ao usar uma mulher ruiva e mais avantajada, tida como bela na Grécia; a escultura Davi, de Michelangelo, relembra os Deuses e Semideuses musculosos que normalmente eram exibidos nus; Antônio Canova teve boa parte de suas esculturas baseadas em histórias, heroísmos ou Deuses Gregos e por aí vai.

      Juntando as severas normas de estética com o realismo das obras, fundou-se um dogmatismo que afirma que a qualidade do artista está em imitar a natureza. Na esfera social a cobrança se aliou a ditadura da beleza e foi da esfera artística até a publicidade e mídia. E, apesar de diversos movimentos, especialmente a partir do século XX, tentarem acabar com tal protocolo, parte significativa dos ideais de beleza compartilhados antes de Cristo ainda resistem na sociedade.